15 motivos para te inspirar a surfar | 100 posts no blog

25/10/2021
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    Da várias formas que eu pensei em começar esse post, nenhuma chegou aos pés de conseguir passar em palavras o sentimento que é escrever o 100 post do Blog da Langai. Porque não é só uma conquista numérica, realmente 100 posts é muita coisa, mas sabe o que é maior do que isso?

     

    _15 mulheres de várias partes do Brasil e do mundo, com diferentes níveis de surf, vivendo diferentes fases da vida, se juntando para compartilhar esse universo do surf na perspectiva de cada uma.

     

    E o mais incrível é como dentro da vivência e experiência de cada uma dessas mulheres tantas outras conseguem se identificar e se conectar. Você que chegou até essa página e está lendo esse texto agora! Uma menina de 16 anos, uma mulher de 48, alguém que more em Salvador e outra pessoa que more em Santa Catarina.

    Essa é a mágica do surf: as conexões que ele proporciona!

    E esse é um dos maiores objetivos que temos com o Blog da Langai e que hoje, mais de 2 anos depois da primeira postagem, comemoramos no 100 post: fazer com que mais e mais mulheres se inspirem e se conectem com o mar.

    Nada mais justo do que prestar uma homenagem às responsáveis por atingirmos esse objetivo em todo o post que lançamos e que não poderia ser diferente nesse! Com vocês: nosso time casca-grossa de colaboradoras do Blog da Langai (e como cada uma delas se inspirou a começar a surfar).

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  • Sofi, Lidi e Érica

     

    _Sofia Belo, 28 anos, Rio de Janeiro

    Apesar de ter nascido em uma família de surfistas e crescido no mar e na água, eu só fui realmente me jogar de corpo e alma no surf com meus 23 anos que foi quando ganhei uma irmã de outra mãe que, além de milhões de outras coisas, trouxe o surf de volta pra minha vida. E essa é a história de quando a Lu e a Langai entraram na minha vida pra ficar!

    Passei minha infância em cima de uma prancha de bodyboard, jogando skinboard com meus irmãos nos quebra-coco da beira do mar e tava começando a entender como que funcionava o surf de quilha na pré-adolescência, mas só com 23 eu decidi me dedicar e a aprender a surfar de pranchinha e posso afirmar com toda certeza de que foi uma das melhores decisões da minha vida.

    O estilo de vida que o surf traz me influencia desde que nasci, mas é a pratica do surf que me ensina todo santo dia sobre respeito, resiliência e conexão. Além de algumas palavras que nem foram inventadas para descrever o que é de fato surfar pra mim!

     

    _Erica Massuda, 33 anos, São Paulo

    Você já passou por aquele momento na vida que a gente vira uma chavinha e tudo começa a fazer sentido? Minha relação com o surfe começou na infância, passava as férias pegando jacaré nas marolas de verão com meu bodyboard rosa. Ninguém da minha família surfava, nunca tive nenhuma amiga que surfasse também, assim logo o surfe se transformou em memórias saudosas. Foi na Austrália, há 12 anos atrás, quando comecei a conviver com crises de ansiedade, onde no meu pior momento entendi que não podia parar de remar, principalmente na vida, percebi que não podia desistir de mim, que a felicidade de fato começa no inside e não no outside, que tudo bem ter dias calmos e outros revoltos, que eu não precisava tentar controlar o oceano dentro de mim e sim respeitá-lo, entendendo cada dia mais um pouquinho sobre mim, tirando onda dos buracos da vida, aproveitando cada marola, sabendo que cada série é uma nova chance que a vida dá, aprendendo com cada caldo, compreendendo que cada um tem a vista da onda que decide dropar. Desde então o surfe nunca mais saiu da minha vida, finalmente eu entendi, a vida é um drop, ela fica cada vez mais divertida quando a gente foca no lado bom e rema.

     

    _Lidiane Jordão, 41 anos, Rio de Janeiro

    Nunca fui só surf, mas sempre fui mar de alguma forma. Como boa carioca sempre fui apaixonada por praia. Me lembro de pegar muito jacaré na infância e adolescência ali pelo inside da Barra da Tijuca. O acesso à praia não era tão fácil e por isso não era um passeio tão frequente. Sempre admirei a galera que ficava lá atrás só curtindo as ondas com prancha.

    Com o passar do tempo, lá pelos 20 e poucos anos eu fui trabalhar na Barra e experimentei o bodyboard. A ida ao local de praia era constante, mas era complicado levar prancha, pé de pato, marmita e um mochilão pesado cheio de coisas de trabalho, tudo de ônibus. Essa ideia logo caiu por terra. Como eu já tinha o pé de pato, a logística ficava mais fácil para levar só o pé de pato. Esse foi o início do body surf que aumentou minha coragem e leitura de onda. Até hoje pratico. É uma delícia!

    Passou mais um tempo e comecei a sair com um carinha que curtia stand-up. Pausa para frisar que esse carinha, hoje, é meu marido e pai do meu filho ;) Lá fui eu pro stand-up paddle. Ai foi questão de pouco tempo para deixar apenas de remar com o SUP e passar também a pegar as marolas com ele. Só que a logística de levar o SUP para a praia também era complicada pra mim. Como eu já estava encantada com a ideia de surfar as ondas, coloquei na cabeça que ia aprender a surfar de pranchinha. Isso foi em 2017 e sigo firme e apaixonada até hoje por esse esporte maravilhoso.

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  • Tali, Ju e Tata

     

    _Talita Dias, 22 anos, Rio de Janeiro

    Cresci na praia e no mar, comecei a surfar de bodyboard com 10 anos me inspirando em um primo que já pegava tubo de body com 14 anos, fiquei por anos só com o body mas sempre sonhando com o surf de quilha igual dos filmes hahaha Aos 20 anos caminhando na praia com meus pais decidi que eu ia aprender o surf de quilha e estava mais que decidida a começar o processo, entrei num hostel que alugava prancha para começar a pesquisar lugares que dessem aula e desde então nunca mais parei sempre aprendendo e querendo evoluir, no meu tempo, entendendo os processos.

    No meio do caminho fui aprendendo muito mais sobre mim e sobre o tempo de cada coisa e os processos da vida, o surf e a Langai me proporcionaram momentos incríveis que eu nunca imaginei acontecer comigo, tive conexões com mulheres ESPETACULARES que só me fazem agradecer e aprender por tanto amor e dedicação em tudo.

     

    _Juliana, 37 anos, São Paulo/Ubatuba

    Minha avó sempre me dizia que pela teimosia (eu prefiro chamar de persistência) eu provavelmente me tornaria advogada. Talvez a melhor definição seja curiosa e inquieta, explico: me formei em Design, trabalho com Inovação em uma indústria, também sou atriz de teatro, locutora, muito apaixonada pelo surf, e me aventuro no skate. Quando criança meu pai me iniciou no bodyboard, mas por pouco tempo, me mudei para longe do mar e o hobby caiu no esquecimento. Já universitária decidi me aventurar novamente, comprei uma prancha que na sua 1 viagem foi roubada! Lá pelos 20 e poucos pedi ao namorado-surfista para me ensinar, resultado: só aos 30 fui tentar novamente, mas como com a idade vem a sabedoria, dessa vez em uma escola de surf. No 1 drop as borboletas do meu estômago me disseram: "será o 1 de muitos". Reencontro essas borboletas sobre as ondas e sobre os tablados, e são elas que me trazem de volta pra mim.

     

    _Tata Doro

    Mineira de BH, meu primeiro contato com o surf foi em Itacaré em umas férias de Ano Novo. Mas o surf entrou de verdade na minha vida em um momento de muita mudança e teve grande responsabilidade pelo rumo que tudo tomou e pelo que me tornei. Na época eu estava passando por processos difíceis, estava frustrada e tentando me reencontrar. O casamento de uma grande amiga me levou ir à Espanha e tive a idéia de arrumar um jeito de trabalhar em um surfcamp pra poder ficar mais tempo e, finalmente realizar meu sonho de aprender a surfar mesmo! Passei pouco mais de 2 meses em Ericeira, Portugal, em um lugar incrível e tive contato com esse mundo lindo e intenso, vivendo em um ambiente totalmente surfista. Aprendi que o surf é MUITO mais do que uma atividade física. É um mundo muito especial, que ensina sobre conexão e respeito com a gente, com a natureza e com os outros, é sobre superação, é sobre a gente aprender a se olhar de uma maneira diferente e mais bondosa também. O surf me ajudou a superar aquele momento de um jeito tão rápido e natural que toda vez que eu entrava no mar pra surfar era como um abraço apertado e demorado.  Aprendi a ser mais tolerante comigo mesma e até a me achar mais bonita natural, me amar mais e encontrar em mim uma mulher empoderada e forte. O engraçado é que o surf continua a me ensinar todos os dias, mesmo fora do mar. Mas quando eu entro nele pra surfar, me sinto todinha transbordar.

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  • Cris, Gabi Dourado e Lu Santos

     

     

    _Críscia Cesconetto, 33 anos, Espírito Santo

    A gente sempre tent falar por aqui que nunca é tarde pra começar a surfar (e não é mesmo!). Tô só comentando isso porque eu quase comecei esse texto falando que o surf apareceu muito tarde na minha vida, mas a verdade é que ele apareceu no momento certo, quando tinha que aparecer. E esse tempo pode ser diferente pra você. Eu sou do interior do Espírito Santo mas sempre ia pra praia nas férias e adorava me jogar nas ondinhas de bodyboard, mas vamos combinar... eu não fazia ideia do que eu estava fazendo haha. Independente disso, eu sempre tive uma conexão com o mar muito grande, sempre quis estar perto, busquei isso e hoje eu sou bióloga marinha.

    Não, eu não tenho nenhuma história inspiradora pra contar. Um belo dia, passei por uma escolinha de surf e resolvi me inscrever e começar. E só aí eu reparei que morria de medo de onda (acho que no fundo eu sempre soube, mas aquele início no surf só confirmou minha "suspeita"). E se eu tô surfando até hoje é porque eu não tô (praticamente) nem aí pra esse medo. Porque eu digo isso? Porque é o mar quem manda e nem sempre a gente vai ter controle sobre todas as situações. Surfar é isso, é sobre respeitar o mar e sobre se respeitar. E é, ao mesmo tempo, uma coisa muito louca. Mas é maravilhoso!

     

    _Gabi Dourado, 27 anos, Fortaleza

    Sempre flertei com o surf e o universo dele. Admirava as meninas que pegavam onda e ficava babando pela areia da praia. Porém, eu não sabia nadar e tinha pavor de alto mar.

    Um casal de amigos começou a surfar e insistiu (praticamente me obrigou) pra que eu fosse fazer uma aula. Na noite anterior eu nem consegui dormir, acordava com dor de barriga de tanto que eu tava ansiosa.

    Enfim cheguei na praia e enfrentei o maior medo da minha vida até então. A minha primeira onda, aos 25 anos, foi a melhor experiência da minha vida. Tive uma sensação de pertencimento àquele ambiente, era como se eu tivesse retornado a um lugar tão familiar quanto a minha casa.

    É difícil até de resumir o que tem sido essa jornada até aqui, mas eu poderia dizer que a prática do surf transcende o esporte. Paciência, dedicação, superação, equilíbrio, respeito à natureza são as heranças que saem do mar e invadem a sua vida como um todo.

     

    _Luisa dos Santos, 19 anos, Laguna SC

    Moro em uma cidade de praias, repleta de natureza e história pelos centros da cidade, o surf sempre foi presente e faz parte da cultura local, desde pequena sempre que eu ia à praia, observava conhecidos e desconhecidos no mar. E somente depois de alguns anos de observar, admirar e finalmente aprender a nadar e até mesmo a mergulhar sem a mão no nariz e todas essas coisas haha, que a vontade de estar dentro do mar me consumiu por inteira, comecei a acompanhar e conversar com algumas surfistas da região, o incentivo era grande, elas foram grande inspiração, a @liviasoares fez parte desse processo e muitas outras mulheres também, assim, fui atrás e resolvi marcar a tão esperada primeira aula de surf, me encontrei em um esporte novo me diverti no mar, me senti bem, e conheci pessoas, o surf é conexão, e acho que só é possível compreender quem realmente se permite viver esse momento.

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  • Lele, Carol e Lu Coutinho

     

    _Letícia, 24 anos, Rio de Janeiro

    Desde pequena, era impossível me deixar longe do mar. Meus pais contam que antes dos dois anos, se me soltasse na areia eu ia engatinhando pra lá. O. tempo. todo. Aí fui crescendo e virei aquela criança que não quer sair da água nem pra passar protetor e que pede mais 10 minutinhos na praia - pela quinquagésima vez - quando a galera diz que ta indo embora pra casa. Já tava chato me ouvir pedindo pra aprender a surfar. A escolinha de surf só aceitava crianças de 8 anos pra cima. Mas não teve jeito, né! Com 7 anos, venci pela persistência (rs) e comecei as aulas. Desde então, muitas pranchas foram sendo desbravadas + alguns equipamentos entraram no pacote (primeiro o remo do SUP e depois a pipa do Kite). Nesse meio do caminho teve wake também. Teve barco a vela... Quer dizer: o importante mesmo é estar na água desbravando! Aí qualquer treco pra subir e estar em conexão com ela ta valendo hahahahaha O surf é minha grande escola. Foi ele que me acompanhou durante os dias mais felizes e mais difíceis. Ao que recorro num abraço envolvente pra virarmos 1 e acalmarmos o coração. E é companhia pros dias compartilhados com quem mais amo. Foi ele que me apresentou meus maiores parceiros de vida. Cada onda, uma nova oportunidade de estar presente. E que presente!

     

    _Carolina Meirelles, 21 anos, Rio de Janeiro

    Sempre admirei muito o mar, mas o meu primeiro contato com o surf foi acontecer só aos 14 anos. Uma amiga me levou pra fazer aula com ela e desde então eu me apaixonei pela sensação de ficar em pé na prancha.

    Logo depois minha irmã começou a surfar e me incentivou a entrar nesse mundão com ela. Desde então tive uma relação de idas e vindas com o surf, e tenho aprendido a respeitar meu processo e aprender constantemente com ele.

    Com o surf entendi que precisamos ter paciência, a evolução não vai acontece do dia pra noite. Desenvolvi também um sentimento enorme de respeito e admiração pelo mar, afinal é ele quem dita as regras.

     

    _Luiza Coutinho, 26 anos, Rio de Janeiro

    Sabe aqueles sonhos que você quer gritar e a voz não sai? Não sei bem se é por medo, excitação, felicidade, ou talvez seja tudo isso junto. Agora pensando na primeira vez que eu fiquei de pé em uma prancha, foi isso que eu senti. Uma mistura de sensações e, ao mesmo tempo, uma vozinha na minha cabeça dizendo que eu era sim capaz.

    Desde pequena sempre amei praticar esportes, já fiz um bom tempo de ginástica olímpica, natação, muay thai, e por aí vai. Mesmo que a endorfina me desse uma sensação de prazer, nada se compara ao pertencimento e a transformação que sinto hoje com o surf. Nasci e morei a vida toda perto da praia, e apesar de achar lindo e incrível o esporte, pra mim era algo distante! Não me sentia capaz de fazer algo tão desafiador.

    Só quando eu comecei a namorar um surfista que toda essa reflexão e dúvida sobre ser ou não capaz veio a tona. E eu tomei a decisão de que eu ia pelo menos tentar! Com o tempo descobri que o surf não é questão de conseguir ou não, mas de se conectar. E foi assim que minha vida se transformou e todo o meu propósito hoje gira entorno do surf e de fazer outras mulheres sentirem o mesmo que eu.

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  • Gabi Purnhagen, Aline e Keth

     

    _Gabi Purnhagen, 22 anos, Santa Catarina

    Minha história com o surf começou aos 19 anos, era só brincadeira de final de semana com um longboard emprestado de um amigo. O empurrãozinho que faltava para comprar minha primeira prancha, começar a fazer aulas e acreditar mais em mim mesma foi quando entrei pra esse time de mulheres.

    Gratidão Blog da Langai e colaboradoras! Vocês são minha base, minha força para acreditar que sou capaz. E poder escrever nele, colocar em palavras os sentimentos que vem lá da minha alma, para servir de incentivo e força para outras mulheres, é o que me motiva todos os dias.

    Não há nada que a água salgada não possa curar, e foi isso que o surf fez e faz todos os dias na minha vida. Ele curou as feridas, lavou a dor da minha alma e acendeu a melhor versão da mulher que existia em mim. Surf salva e me salvou! Há mares que vem para o bem, deixa a maré do surf te levar, sereia, a cura vem!

     

    _Aline Passos, 30 anos, Fernando de Noronha

    Usar palavras pra escrever minha relação com o surf é difícil, afinal, a relação é quase que completamente no plano imaginário. É o tal do amor platônico, sabe? Acho que muitas vão saber (bora transformar isso!)

    Mas sigo aqui. Capixaba, criada em uma ilha disfarçada de continente, e atual moradora de uma ilha que escancara a conexão com o mar a todo momento.

    Sempre me vi na areia, admirando hipnotizada aquelas que dançam sob as ondas, querendo um dia fazer parte desse espetáculo. O dia chegou, eu me arrisquei nuns passos e o dia passou. Mas sigo aqui, doida pra molhar os pézinhos novamente e incentivando como consigo - tanto eu, quanto as outras. Nós, juntas.

     

    _Keth Gertler

    Estar no mar é sempre um presente. E sempre sempre novo. Nenhum mar é igual ao outro, nem o vento, nem as ondas. É exatamente como a vida, mesmo que no dia a dia a gente esqueça.

    Comecei a velejar pra perceber como cada aprendizado vale e como cada segundo dentro do mar conta. E aí percebi que encarando medos menores, ficamos bons em encarar medos maiores. Já percebeu? É meio que um treino na água e na vida.

    E isso tudo ainda vem com amigas. Viagens. Lugares incríveis pelo mundo. E muita energia direto da natureza. Foi por isso tudo que eu comecei e é também por isso que não vou mais parar.

    Eai, algum desses relatos conectou contigo? São tantas as histórias, com suas particularidades únicas, mas que se encontram e conversam entre si. Aqui no blog estamos sempre buscando dar voz às mulheres surfistas e aspirantes à surfista porque acreditamos que através dessa conexão que conseguimos acender essa vontade de querer estar no mar também.

    Hoje marcamos o 100 post no blog e se você quiser fazer parte dos próximos 100, 200, 300, você pode! Se sentir de colaborar com esse espaço, seja compartilhando um desabafo ou querendo fazer parte da nossa equipe de colaboradoras, é só clicar aqui!

    Sua voz é sempre muito bem-vinda!

     

    Beijos e boas ondas,

    Sofi

     

     

     


    Leia também: Coisas que podem acontecer com a sua prancha


     

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