Diário de uma surfista: Susã Leal

26/04/2021



  • Susã Libório Leal nasceu em Porto Alegre / RS e se mudou ainda bem novinha, com 6 anos de idade, para a mágica ilha de São Francisco do Sul / SC, lugar onde vive até hoje. Teve seu primeiro contato com o surf aos 12 anos, com uma pranchinha de bodyboard nas espumas da praia de Enseada, e gostou tanto da sensação de estar naquela ondinha, que queria que ela fosse mais longa!

    O irmão mais velho de Susã já sabia surfar, e vendo o interesse da irmã, levou-a para encarar o inside da Praia da Saudade! Já no segundo dia de surf, Susã estava no outside com ele e com os outros surfistas, tomando altos caldos (hahaha). E naquele momento, mesmo com as vacas e a adrenalina correndo pelas veias, de uma coisa ela teve certeza: aquele ali era o seu lugar!

    Não demorou muito para ganhar seu primeiro patrocínio e começar a competir profissionalmente, ela se divertia tanto surfando, que tudo simplesmente fluia quando ela estava dentro da água. No entanto, logo a frustração começou a fazer parte do cenário de sua vida.

    Hoje em dia, como sabemos, o esporte feminino não é tão valorizado (infelizmente) e naquela época era ainda pior. E essa falta de apoio levou Susã a desistir de sua carreira como surfista profissional duas vezes... e a primeira vez foi aos 18 anos...
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  • Surfista: Susã Leal | Foto: @marciodavidphoto


    "Na época eu tinha patrocínio da Mormaii e morava aqui em São Chico, mas os patrocinadores queriam que eu me mudasse para Floripa, pois o centro de treinamento de lá era melhor, mas eu me sentia muito mais a vontade aqui na ilha, morando mais perto do mar e da minha família. Eu tentei por um tempo morar longe e seguir o que eles me pediram, mas acabei voltando e perdi o patrocínio, foi aí que parei a primeira vez e fiquei um ano e meio sem treinar e competir."


    Quando voltou a competir com mais ou menos 20 anos, foi uma grande volta por cima, ela estava focada e decidida, pronta para quebrar com tudo nas ondas.

    Em seu currículo como surfista:
    • Teve diversas vitórias em etapas dos circuitos estaduais e também em etapas do Brasileiro Amador;
    • Campeã Catarinense em 2005 no Kaiser Summer Surf Pro-Am;
    • Em 2006 foi integrante da seleção Brasileira no ISA Junior que aconteceu em Maresias / SP e ficou em 13 lugar na categoria Feminino Junior;
    • Campeã da primeira etapa do catarinense amador em 2009;
    • 3 colocada no Hurley Pro Junior em 2009 (com esse evento conseguiu patrocínio da Oceano, garantindo a vaga para a equipe que representou o Brasil no Mundial Pro Junior, na Austrália em janeiro de 2010);
    • Em 2011 entrou para o grupo das top-14 do Brasil Surf Pro, classificada pelo Circuito Petrobras Feminino - Divisão de Acesso da ABRASP;
    • Considerada atleta revelação do ano na categoria feminina pela ABRASP em 2011;
    • 3 colocada na 1 etapa do Circuito Petrobras nas Ondas, no Guarujá, etapa válida pelo Brasil Tour 2011 (2 divisão do surf brasileiro).


    "Foi muito importante para mim representar o Brasil em outro país, não me dei tão bem por lá, mas serviu de grande aprendizado. Foi o meu melhor momento no surf em toda a minha trajetória competindo.


    Na época eu estava com patrocínio de uma marca aqui da nossa região e a marca simplesmente cortou o feminino. Naquele ano, de um modo geral, as marcas foram cortando o apoio para o surf feminino, e os campeonatos femininos também estavam sendo cancelados e cortados.

    E tudo isso acabou com minha carreira na minha melhor fase.

    Foi onde parei mais uma vez com o surf profissional, pela falta de apoio, patrocínio e campeonatos. Fiquei muito desmotivada, como eu iria viver do surf assim? Eu até dava algumas aulas de surf em uma escolinha junto com o Mabel, mas a quantidade de aulas era mais forte somente no verão, e no inverno eu precisava ter uma renda!

    Então foi nesse momento que eu comecei a trabalhar em um hospital, na parte administrativa, e o surf ficava somente para os finais de semana. Trabalhei lá por dois anos e então tive a Kayla, minha filha, meu grande amor. Minha carreira como surfista profissional foi obrigada a ser deixada de lado naquele momento, pela falta de apoio das marcas e campeonatos e depois por causa do nascimento da minha filha. Mas sou muito grata pelo meu tempo de experiência em um trabalho fora do mundo do surf e agradeço ainda mais pela minha filha".
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  • Susã e Kayla | Foto: @claraluzleal


    Atualmente, Susã divide sua rotina entre ser mãe da Kayla, professora de surf e de jiu-jitsu e no tempo livre com os treinos de surf. A parte da manhã é exclusiva da Kayla, ela ajuda a filha nas tarefas da escola, cuida da alimentação e do que mais ela precisar. Na parte da tarde é o horário que a Kayla estuda, e é onde a Susã teria um tempinho para ela, mas agora em tempos de pandemia e com as aulas online, isso acaba prendendo ela em casa para cuidar da filha. Aos finais de semana é onde ela tem tempo para se dedicar aos treinos, mas entre os horários em que ela não está dando aulas de surf para meninas. 


    _um ponto muito importante para destacar é que: Susã é a única professora de surf mulher em São Francisco do Sul, e esse projeto solo é algo novo em sua vida, (menos de um ano) e o fato de agora a cidade ter uma professora mulher, incentivou várias meninas a começarem a surfar.


    As alunas relatam se sentirem muito mais a vontade e seguras, coisa que não ocorria com professores homens. E para as meninas que já tem experiência no esporte, acaba sendo ótimo também fazer algumas aulas e ganhar dicas e um ponto de vista feminino, ainda mais vindo de uma mulher com tanta carga e experiência no mundo do surf.

    Susã também é professora de jiu-jitsu no centro de treinamento do marido, as aulas para mulheres ocorrem toda terça e quinta na parte da noite e ela relata que o esporte e as aulas não interferem em nada na sua rotina como surfista, muito pelo contrário, que ele tem só a acrescentar!
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  • "O jiu tem tudo haver com o surf, ele me mantém ativa na rotina de treinos, e me ajuda a manter o preparo físico e o alongamento sempre em dia".


    Uma curiosidade muito interessante sobre esse tema é que vários surfistas são praticantes de jiu-jitsu. Ambos os esportes possuem uma grande afinidade e se complementam, tanto no quesito de flexibilidade e resistência quanto nos valores morais que a arte passa ao praticante. E isso é de extrema importância para se levar pro mar e ter um bom relacionamento com surfistas de qualquer pico do mundo. Você sabia que ocorrem até mesmo campeonatos de surfe somente para faixas-pretas em jiu-jitsu no Rio de Janeiro e pelo litoral do mundo todo? Legal né? Então aí está uma dica valiosa para quem quer melhorar o desempenho dentro da água e de bônus ainda aprender uma arte de defesa pessoal, que é extremamente importante para nós mulheres nos dias de hoje.
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  • Surfista: Susã Leal | Foto: @sunrisefoto


    Mesmo com a rotina cheia de atividades, Susã como a mulher guerreira que é, sempre consegue um tempinho para estar na água, não como antigamente quando era mais nova (ela chegava a fazer 4 treinos de surf no mesmo dia, 2h cada queda).


    "Hoje em dia as prioridades são outras, mas mesmo assim sempre consigo arrumar um tempinho para treinar, o importante é estar sempre surfando, não retirar o esporte da rotina. Para mim hoje o que importa não é o tempo de treino e sim a qualidade do treino. Atualmente tenho muito mais técnica e controle sobre o que estou fazendo no mar". 


    Susã voltou a competir profissionalmente pela terceira vez em 2020 e ficou muito contente com os resultados obtidos: "Mesmo depois de anos sem competir, não me senti muito atrás das meninas que estão com a rotina de treinos e o foco no surf diariamente, estou bem feliz com os meus resultados. 2020 é meu ano de retomada, me sinto mais preparada, é minha melhor fase como mulher, minha filha já está maior, eu consigo conciliar minhas aulas de surf com as de jiu-jitsu, tudo está mais organizado, a rotina de treinos também está voltando a ser mais organizada". 

    Susã atualmente está com patrocínio de uma marca local da ilha, a Santo Chico, que a ajuda financeiramente, e também tem seus apoiadores que nunca a largaram desde os seus 14 anos, que é a Chiclete Trunk e a Pró Ilha.

    "Sou muito grata por todos esses anos de parceria e de apoio. Agora, por mais que eu tenha 32 anos e possa ser taxada como "velha demais" para voltar a competir, mesmo assim vou voltar pela terceira vez com minha carreira e pretendo ficar ainda mais alguns anos competindo e vivendo do surf". 

    Por conta do Coronavírus seus planos de focar nos campeonatos em 2021 por hora foram adiados, e enquanto os campeonatos não voltam, Susã está focando principalmente em dar aulas de surf para se garantir financeiramente e garantir um futuro para sua filha Kayla. Aliás, Susã já começou a ensinar os primeiros passos do surf para a filha, e está muito animada com o dia em que as duas vão surfar juntas. Dessa forma ela terá ainda mais tempo para praticar, e o melhor de tudo, ao lado da filha!


    "Tudo tem o seu tempo, devagarinho as coisas vão se ajeitando cada vez mais".

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  • Surfistas: Susã Leal e Kayla Leopardi


    _Susã como você descreveria o cenário do surf feminino desde a época que você começou a surfar até os dias atuais?


    Desde que comecei a surfar até hoje, a quantidade de meninas que se interessou pelo esporte só vem crescendo, quando eu comecei profissionalmente aqui na ilha, era apenas eu e mais umas duas garotas na água, mas que levava a rotina de treinos a sério, era só eu mesmo. Hoje em dia quando eu entro na água para treinar ou dar aulas, sempre conto quantas meninas tem, às vezes chega a ter mais mulheres do que homens no pico. E eles ficam até envergonhados muitas vezes (haha). A quantidade de meninas querendo aprender é muito grande! Nas antigas, minhas parcerias para surfar eram os meninos.
     
    Susã acha que os campeonatos femininos precisavam ser dividido ainda mais, porque deixar apenas a "categoria feminino" acaba não sendo nada convidativo para as meninas tomarem coragem de se inscrever, deveriam ter campeonatos para meninas que são só iniciantes, meninas que estão começando a pegar a parede, e para meninas que já mandam manobras.


    Antigamente mal tinha campeonato feminino, ia direto pra final e muitas das vezes precisavamos até buscar meninas em casa para conseguir terminar o campeonato porque faltavam meninas participando, só se inscreviam duas, três meninas...

     
    Na opinião dela, o fato de ser apenas uma categoria geral, faz com que as meninas se sintam subestimadas, sem coragem de se inscrever para competir, porque as poucas que se inscrevem normalmente quebram a vala. E se fosse dividido por nível de surf, a vergonha seria deixada de lado e mais meninas iriam se inscrever.


    A quantidade de meninas que surfam hoje em dia é absurda comparada a antigamente, e olha que eu já surfo há 20 anos, então é bastante diferente mesmo. Mas eu acho até que demorou muito pra isso acontecer.

    O fato de as meninas verem um crowd mais florido acaba dando motivação para outras começarem e uma puxa a outra. O ambiente do surf feminino está cada vez mais acolhedor para novas mulheres, tem grupos no whatsapp, no instagram, facebook e isso faz com que uma motive a outra a perder o medo e começar. As mulheres estão muito mais unidas, a rivalidade feminina que existia no passado está sendo deixada para trás, e o que encontramos agora é apoio, aconchego, um lugar onde todas se sentem bem e confortáveis sem julgamentos e competitividade.

    Eu vejo muita união entre as minhas alunas e eu acho isso extremamente importante, pois torna o rolê mais confortável para todas, se sentindo à vontade por estarem fazendo algo que gostam junto com suas amigas. Tô achando bem legal essa nova fase do surf feminino.


    _você tem algum ritual antes de entrar no mar? Uma reza, meditação, cantar uma música...?


    Meu ritual antes de surfar é assistir filmes de surf, meu favorito é Leave a Message, amo toda a trilha sonora, todas as músicas são muito legais e com certeza esse é meu ritual antes de surfar, acho que inclusive estão demorando muito para fazer um filme de surf feminino novo! O surf das meninas que participaram desses filmes já evoluiu muito, então tá precisando!

    Também gosto de simular as manobras de surf como forma de aquecimento, e entrar no mar sempre feliz, deixando o estresse na areia. Depois do primeiro mergulho tudo flui.


    _me conta um pouco mais sobre sua relação com o jiu-jitsu... Sei que a filosofia do Jiu é baseada na inteligência, paciência e disciplina. Você leva esses princípios pro mar e para as suas aulas de surf? Queria saber se ele tem influência no seu surf e se ele te ajuda a enfrentar as dificuldades no mar com mais facilidade? 


    O jiu-jitsu é meu segundo esporte, comecei quando conheci meu marido aos 18 anos. Parei na faixa roxa e não dei mais continuidade, por sempre me dedicar mais ao surf. Mas ainda tenho muita coisa pra aprender tanto no surf quanto no jiu.

    O jiu-jitsu me ensinou muito! Tanto para ter disciplina na vida quanto para poder dar boas aulas de surf. Ele me ajuda a ser mais paciente, pensar antes de tomar uma decisão, ter mais autonomia e segurança na hora de falar e de me comunicar. Tanto que todas as minhas alunas sempre me falam que confiam muito em mim, porque eu passo muita segurança para elas quando explico algo, então sou grata ao jiu-jitsu por isso. 


    _como você se sente quando é a única mulher dentro da água? Escutar comentários machistas  influencia negativamente no seu surf ou você se sente ainda mais empoderada para arrebentar nas manobras?


    Graças a Deus eu nunca sofri machismo no mar, nunca recebi nenhum comentário na água e nunca me senti intimidada, acredito eu que pelo fato de surfar desde cedo, e por sempre me impor com os meninos. Mas essa é uma reclamação recorrente das minhas alunas, e uma coisa que sempre ensino para elas é que se imponham, se você está certa e a preferência é sua, rema mais forte e vai mesmo, sem medo, se imponha!


    _como você lida com a rotina de ser mãe e surfista profissional? Conta pra gente como foi quando descobriu a gravidez e como foi todo esse processo?


    Quando descobri minha gravidez foi bem difícil, porque eu não tive coragem como muitas mulheres têm de surfar enquanto estão grávidas, sabe? Tinha muito medo porque acidentes acontecem, né?! Sou bem neurótica quanto a isso, então fiquei todo esse tempo sem surfar. Mas assim que o médico me liberou, quando a Kayla tinha dois meses, eu corri pra água, e foi bem difícil essa primeira queda depois de tanto tempo longe. A primeira remada foi bem difícil, o primeiro drop desafiador, mas não demorou muito pra eu pegar o ritmo de novo. 

    A adaptação dessa nova realidade com a bebê também foi bem difícil, até hoje é, na verdade, porque ela ainda é muito dependente de mim. E agora com o covid, o surf acaba ficando um pouco de lado. Mas já está bem melhor do que quando ela era menorzinha, agora ela está com 6 anos, logo estará surfando e treinando comigo. Ela não precisa ser uma atleta competidora, mas só de estar lá comigo se divertindo vai fazer todo o esforço valer a pena.

    Teve a época amamentando também, quando eu saia para surfar ela chorava bastante de saudade. Teve várias fases, né, mas com o tempo sei que tudo vai melhorar conforme ela for crescendo.


    _se uma garotinha perguntasse para você hoje: "Susã, quero ser uma surfista profissional. Por onde eu começo? O que eu faço?" Qual conselho você daria para ela?


    Falaria para acima de tudo se divertir, nunca deixar a pressão se tornar um hábito, criança que se diverte é uma criança feliz! Então se ela se divertir surfando e gostar de surfar pode ter certeza que ela vai se dar bem e se desenvolver no esporte. 

    Quando eu comecei a competir eu me divertia bastante, mas assim que tive meu primeiro patrocinador começou a pressão e isso foi muito ruim para mim, psicologicamente falando, eu engordei bastante por conta dessa pressão e por ter me mudado para outra cidade, morando longe da praia, da minha família. Meu patrocinador sempre me chamava também para falar do meu peso e alimentação, e eu ficava frustrada, porque tinha engordado por causa de tanta pressão, e não conseguia emagrecer por causa da pressão para emagrecer. Complicado, né? E não deveria ser assim complicado para uma criança, eu deveria estar me divertindo e não passando por tantas questões como essa, se tivessem me deixado na minha cidade, com minha família, perto do mar, as coisas teriam sido diferentes, teria me divertido mais e minha carreira teria ido mais longe.

    Então esse é o meu conselho para sua carreira dar certo, ela precisa ser leve, ainda mais se for uma criança ou adolescente. Se divertir e se concentrar na hora certa, e claro: se cercar de pessoas e patrocinadores que entendam isso também. Quando a idade certa chegar, as responsabilidades também irão chegar e você naturalmente vai encarar o surf com mais responsabilidade e profissionalismo.


    _você é uma mulher que vive e depende do mar, como você enxerga o cenário atual em relação a preservação dos oceanos? Você tem alguma dica de ações em benefício da natureza que a galera do surf pode estar aplicando diariamente?


    Eu vejo que tem bastante gente querendo mudar, hoje em dia até eu mesma faço bem mais. Antigamente de um modo geral o pessoal não tinha tanto essa percepção, não se falava tanto sobre isso. Fiz muitas campanhas junto com a Oceano no Keep the Ocean Blue e isso foi muito importante para meu desenvolvimento no assunto, e passei esses ensinamentos para a minha filha. Ela separa o lixo comum do reciclável, ela recolhe o lixo que vê pela praia, e isso é desde sempre, ela sempre foi assim! Fica brava quando vê lixo na rua e na praia, ensina os primos e amigos sobre reciclagem. E eu acho que é sobre isso, temos que ensinar nossos pequenos a ter responsabilidade com o planeta, pois é o futuro deles. Por mais que a gente não tenha tido isso na nossa infância, só de a gente passar isso para eles agora, já estamos ajudando e muito no futuro do nosso planeta.


    _agora pra encerrar nossa entrevista: explica da forma que você achar melhor, (que vier lá do coração sabe?): o que o surf significa para você HOJE? E uma frase de incentivo para as meninas que posteriormente estarão aqui lendo sobre sua história em busca de inspiração e motivação para vencer o medo de surfar.


    O surf significa TUDO pra mim e olhando pra trás agora, não me arrependo de nada do que fiz ou deixei de fazer por causa do surf, o surf é minha base, uma conexão inexplicável, o surf é minha história, é quem eu sou!
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  • Surfista: Susã Leal | Foto: @igorfoerster


    "Coragem! Coragem para iniciar."


    Tenho várias alunas que não tem nada haver com o surf, são das mais diversas profissões e depois da primeira aula elas se transformam. Então o que você precisa ter é a coragem pra dar o primeiro passo, depois disso você nem olha mais pra trás, por que tudo começa a valer a pena, depois que tu inicia tu se envolve completamente. 

    Eu sempre falo pra elas: ou tu vai gostar, ou tu vai amar. Se você gostar... tu vai ser aquela surfista de alma, mas se você amar... aaah se você amar... daí tu vai querer fazer tudo, vai querer acordar cedo, ir na chuva, no vento, vai ir atrás das ondas, vai buscar grupos de outras meninas, vai ver vídeo, filme, música, vai respirar surf.


    "Então coragem pra dar o start mulherada!"


    Esse foi o diário de uma surfista da Susã Leal. Pensamos nesse modelo de entrevista como uma forma diferente de você conhecer a história de surfistas mulheres do Brasil (e porque não do mundo?) como mais uma forma de inspirar meninas a surfar. Afinal, inspiração é conexão, e eu tenho certeza que você se identificou com alguma coisa desse post.

    Se você gostou de conhecer a história da Susã, deixa aqui um comentário pra ela! Esse diário foi escrito pela Gabi.


     
    Leia também: Diário de uma Surfista: Jasmim Avelino

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