Como começar a surfar morando longe da praia | Langai

Como começar a surfar morando longe da praia

Publicado: 05/02/2020



Você sempre teve vontade de surfar, mas por não morar na praia acha que esse é um sonho muito distante? Esse post é pra você.



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Sabe aquela coisa de "quem tem piscina em casa não usa"A grande verdade é que pode parecer mega importante e imprescindível morar perto da praia pra começar a surfar, mas eu vim aqui te dar a boa notícia que na verdade não é beeem assim.


Por experiência própria de uma mineira de Belo Horizonte, onde o nosso mar é mesmo só de morros, vou te contar uma coisa: existem outras coisas que são muito mais essenciais pra entrar pra esse mundo lindo do surf. E é aqui que eu vou te contar tudo!


_o mais importante é começar


Pode até parecer meio óbvio, mas a verdade é que na vida a gente fica arrumando desculpa demais pra tudo e eu compartilho muito da opinião de: cria o problema que depois tudo se encaixa. E isso vale pra tudo na vida! O que falta mesmo é muita vontade e motivação e essas sim são as duas coisinhas fundamentais nesse processo.

Escuto o tempo todo de pessoas que moram na praia que sempre tiveram vontade de surfar mas nunca começaram. Os motivos (ou desculpas) variam, mas, por fim, a gente acaba concluindo que: tudo depende de criar oportunidades e manter foco.

Quer começa a surfar? Comece agora. Não espere a hora perfeita porque, quer saber? A hora perfeita você que cria. Acredite que você é uma mulher maravilhosa, forte e independente e o surf é sim pra você e tá te esperando pra esse match finalmente acontecer! 




_por onde começar?


Comece pelo mais óbvio. Planeje uma viagem pra praia e marque algumas aulas. Esse primeiro momento é muito de experimentar, sentir o surf e o mar. Procure referências de uma escolinha e um instrutor legal. A comunidade Langai pode te ajudar muito nesse primeiro encontro inclusive.

A minha primeira aula de surf foi em umas férias de final de ano em Itacaré. Eu e uma prima marcamos um intensivão de 5 horas e foi bem legal a experiência pra sentir um pouquinho do surf. Mas assim, claro que isso não foi o suficiente pra criar uma rotina e depois desta vez demorou ainda mais de 1 ano pra retomar e pegar no tranco. Mas foi muito importante pra me dar aquela dose de motivação.



Foto da primeira aula de surf da Thaïs


_hora de mergulhar com tudo!


Imagine um lugar onde você convive 24 horas com surfistas (ou aspirantes a surfistas) de vários níveis diferentes e que surfam juntos todos os dias, tem oportunidade de fazer aulas não só de surf, mas também yoga e tem todas as facilidades: alimentação e atividades que giram ao redor do surf?


Com vocês: o surfcamp!




Quando descobri essa maravilha tive certeza que era disso que eu precisava para começar a surfar. Aproveitei uma viagem a Europa pra um casamento de uma grande amiga e uni o útil ao agradável: entrei em contato com vários surfcamps e consegui uma vaga pra trabalhar como voluntária em um surfcamp por 2 meses em Ericeira, Portugal. E poxa, que experiência! 


_o surf foi introduzido na minha vida de uma maneira tão linda e tão completa que eu posso dizer que minha vida mudou de várias maneiras.


Aprendi não só a surfar, mas a entender que o surf vai muito, mas muuuito além de ser um esporte. E isso é algo que no surfcamp acontece de maneira muito intensa.

Muitos hóspedes ali eram pessoas que moravam muito longe do mar e, nas férias, feriados ou em algum tempinho que tinham, ficavam ali por pelo menos um fim de semana, mas a maioria por 1 semana, 10 dias ou ainda o mês todo -de acordo com a disponibilidade e grana, né!



Foto da Thaïs com a galera do surfcamp


E tem surfcamp em tuuudo quanto é lugar, viu? Inclusive no Brasil!

O que eu quero dizer é que em um primeiro momento é muito importante viver um período intensivo no surf, até pra te dar mais segurança e independência. Fazer uma aulinha e outra ali de tempos em tempos dificilmente vai te ajudar a evoluir muito nesse primeiro momento.


_surfcamp, pacotão de aulas, surftrip nas férias, é aquele conjunto de empurrões que você precisa, mas... e depois?


Uma das coisas mais importantes é criar uma rotina. E pra isso, algumas dicas podem facilitar sua vida:


_1) eleja a sua praia

Claro que é super legal conhecer praias e surfar em lugares diferentes, mas pra criar algum tipo de rotina, mesmo que a frequência não seja tão alta, é muito mais fácil se você tiver aquela praia que você já tem alguma facilidade pra ir, seja porque é mais perto, seja porque você tem amigos lá, seja porque é mais barato. 

Entre em comunidades no facebook de surfistas dessa praia, crie uma conta no couchsurfing, use e abuse das ferramentas pra pesquisar passagens e caronas (alertas no skyscanner, etc), e com o tempo isso fica muito mais intuitivo e simples de você se organizar e fazer um “bate volta” sem tanto trabalho ou gastos. 




_2) faça amigxs no surf

Qualquer coisa que você queira na vida vai demandar muita motivação e tudo fica mais fácil quando você tem com quem compartilhar e contar. Consequentemente, isso também fortalece sua autoconfiança e te dá mais ânimo. Com aquele empurrão amigo pra que você nunca nem pense em desistir.

Você conhece o grupo da Langai no facebook? Lá você pode conhecer mulheres maravilhosas em tudo quanto é canto no Brasil que podem te dar um super suporte e ser companhia pra essa trips.




_3) trabalhe o seu corpo e a sua mente

Enquanto sua frequência no mar é menor, é muito importante render bastante quando você está surfando. E uma das coisas mais difíceis, principalmente no início do surf, é a falta de resistência e de força, especialmente na remada.

Se você tem um bom preparo físico isso já é meio caminho andado e, como a gente passa muito tempo sem surfar, é importante poder aproveitar ao máximo o potencial quando você tá na água. Uma coisa que me ajuda demais são aulas de natação. É um exercício super completo e além de tudo trabalha muito a respiração. Além disso, sempre fiz outras atividades que ajudam muito no meu preparo: aulas de yoga, pilates e acrobacia aérea, por exemplo. 

Escolha uma atividade aeróbica e alguma que pode te fortalecer também. Existem várias opções e eu acho muito importante escolher algo que você goste de verdade, ao invés de alguma coisa que você vai fazer só por obrigação. Quando a gente faz com prazer é muito mais fácil ter disciplina e foco.


_4) e a minha prancha?




Aluga? Compro? Qual é a melhor logística? No início não tem muito sentido comprar uma prancha, por vários motivos, mas o principal é que a gente ainda está muito se descobrindo. E nesse processo a gente troca, diminui (ou até aumenta) o tamanho, formato, peso da prancha, etc. Eu mesma, só nos meus 2 meses no surfcamp, mudei pra uns 3 ou 4 tipos de pranchas diferentes! 

Além disso, se a sua frequência no surf não é tão grande, comprar uma prancha muito cedo pode significar um gasto de dinheiro desnecessário, além do que a logística do leva e trás pode traumatizar de ser vivida assim de cara. Então o melhor é fazer amizade com uma escolinha de surf e negociar uns precinhos bons de aluguel

Conforme você for ganhando mais segurança, peça uma ajudinha e instrução pra saber se é a hora de comprar sua própria prancha e qual seria a ideal pra você. Uma opção é comprar uma prancha usada, mas em boas condições, até chegar naquele ponto que vale investir mais em uma prancha nova e perfeita pra você e seu momento.

_5) que mais?

Leia livros, assista vídeos, filmes e séries sobre surf, leia o blog da Langai pra pegar todas as dicas que podem te ajudar e participe ativamente de grupos.

Estude sobre o mar, o comportamento das ondas e das marés. Sempre fique atenta e lembre-se que é importante entender seus limites e também a natureza. Faça tudo com segurança, cuide de você e dos outros no mar também. Mesmo quando for surfar sozinha, procure estar sempre próxima à outras pessoas, assim qualquer insegurança ou perrengue você vai ter a quem recorrer.


O principal é nunca desistir. Eu costumo dizer que surf não é nem tão fácil quanto pode parecer e nem tão difícil também. O que o surf traz pra gente é algo tão inexplicável que até um dia ruim consegue ser produtivo e gratificante de alguma maneira, nem que seja pela sensação de estar ali sentadinha na prancha sentindo a imensidão do mar. Ou de ver um pôr do sol bonito escutando o som das ondas.

Respeite o mar, a si mesma e seu tempo. Não se deixe intimidar. A medida que você aprende mais sobre o mar você começa a ver que é o melhor lugar pra deixar seu coração vibrar.


Beijos e boas ondas,

Thaïs


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Escrito por: Thaïs Doro | @porummundomenor

Leia também: Como começar a surfar: Primeiros Passos


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